O quarto estava vazio de calor humano, o abajur lilás refletia sob o rosto de Camila, jovem de personalidade forte e de uma teimosia irritante, que dormia profundamente, como se não houvesse um homem ao seu lado, sedento de desejo, como um animal no cio.
Mauro já não sabia entender o que se passava, e aquela situação, talvez nem o magoasse tanto quanto em outros momentos. O seu desejo se transformava em aversão, e a vontade que ele tinha era de sacudí-la até que ela acordasse e estivesse bem desperta, para que pudesse mandá-la ir dormir em sua casa. Mas ele a amava, ou talvez sentisse seu orgulho ferido pela recusa, isso nem mesmo importa, pois no final sendo um ou outro era o que o impedia de fazer qualquer coisa naquela noite comprida.
Mau, levantou-se e foi à cozinha beber água, parou por alguns minutos, e ficou pensando, procurando o porquê de se submeter àquilo, um relacionamento falido, aos seus 25 anos de idade. "Eu preciso voltar a viver", pensou alto.
- Ohh, você me assustou...
- Ora, nunca vi alguém beber água tão concentrado assim.
- E o que você faz acordada, amor?
- Estou faminta! - Camila disse isso, encostando seu corpo quente em Mauro, roçando a camisola de cetim, branca, na pele dele, até que sentisse sua virilidade masculina.
O sangue ferveu a cabeça do homem, que já estava em jejum sexual há 3 semanas, e algo começou a tirar-lhe o controle, tanto que lhe fez agir como um animal selvagem. Acasalando com sua fêmea, muito violento, muito forte, ele já não via mais nada, era não só o desejo que o motivava, mas mais do que isso, a dor da recusa durante tanto tempo, de sua própria companheira.
Ele forçou a garota, até que ela conseguisse obter o clímax. Logo em seguida, seria a sua vez. E como fora boa a sensação de tê-la surrado como merecia, de tê-la visto sentir o prazer dado por ele. Ele achou que talvez... Camila dormiu de novo, sem dar uma palavra, sequer.

ai ai...calor
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