quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Confissões de vinil...




As gotas de orvalho molham uma violeta solitária.
Enquanto os primeiros pingos de chuva rompem o céu.
Umedecendo a tarde silenciosa.
Soando frio e calmamente.
Sob o telhado, ao qual, meus olhos fitam,
Como se pudessem atravessar…
Aos poucos, o roçar da agulha vem tinindo em um vinil
Que vai confessando, por segundos,
Deliciosos delírios de canções imortalizadas por uma época
A rede lenta movimenta-se à sonoridade musical
Como em um vôo surreal,
Meu espírito vai planando
Sem que haja horas para o tempo me roubar…
Por Isa Bacch

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